quinta-feira, 8 de julho de 2010

Revolta na Bounty




Eu! eu sou o chefão, eu sou o mestre, comandante supremo, reverendo amado líder da Arquireal!

Eu fiz a empresa, escolhi o espaço, o nome e até desenhei o logo!

Organizei a estrutura e contratei o pessoal.

Eu passo aquele cheque simpático no final do mês e trago um gelado a todos os funcionários - descontado sem aviso no subsidio de férias hahaha - quase todos os acalorados dias.

Dei-me ao trabalho de vos escolher uma cor catita para os estores...
Colocar um cacto chamado Paco com cara de mauzão para dar aquela cor ao atelier...
Colocar no painel da firma a eleição do funcionário da semana para dar aquela motivação extra...
... e nomear para o prémio a Joss Stone três semanas consecutivas...

Determino sexta feira como dia dos caracóis que generoso, concedo que me paguem.

Compro uma aparelhagem sem colunas para haver música no atelier - mas andré.. sem colunas? uso uns fones mesmo... mas generoso, canto o que estou a ouvir... músicas, anúncios... até partilho como está o transito...

Mui generoso eu sei...

mas...

(não condeno esta paaaaixão... esta magoa das palavras...)

...

mas...

Estes gajos - funcionários da Arquireal - recusam-se a colaborar...

Recusam-se a referirem-se a mim como - The boss, Mestre ou Monsenhor Sousa

Recusam-se a cantar o Hino da Arquireal sempre que eu entro no atelier porque não gostam da letra - Oh meu porto onde a eterna mocidade.... diz à gente o que é ser nobre e leal... PORTO PORTO PORTO PORTO... PORTO PORT...

Adiante...

Recusam-se a responder quando lhes chamo de minions- que é o que eles são

Recusam-se a chamar ao meu pc Vanessa

Recusam-se a trazer-me cerveja

Recusam-se a fazer-me massagens nos pés que eu preciso e mereço

Têm a lata, o desplante e a audácia de me dizerem- não ponhas as pernas em cima da mesa que dá mau aspecto com os clientes...

Mas a gota de água, o que me deixou piurso (piurço?), revoltado em fúria como a ex quando me mostrou os sapatos italianos comprados em milão e três segundos depois eu...

Estreei os sapatos...

O que me deixou irado. alterado, e em convulsão...

O que me deixou ofendido, desconcertado, a mim o venerado e grande artista foi o despudor...

O descabimento...

A audácia de me dizerem - Não jogues à bola no atelier!!!!!





Vocês têm é todos inveja da minha mini-jabulani...


Nota - Revolta na Bounty (Mutiny on the Bounty) é um livro da autoria de Charles Nordhoff e James Norman Hall de 1932, mais tarde adaptado em filme - mais do que uma vez- mas destaco obviamente a versão de 1962 onde surge o grande Marlon Brando - que com uma jabulani e uns Ray-Ban... Igual!

2 comentários:

Barbara disse...

A quem é que tiveste de pagar para tirar essa foto? "Rápido, rápido tirem uma foto de mim a parecer um gajo cool!" Ou se calhar aprendeste a usar um tripé e o temporizador da camara. Hahaha!

André disse...

Ninguém! eu digo sempre que não têm provas quando me acusam de alguma coisa, eles (os minions) passaram a atacar-me através de registo fotográfico...

havia uma foto melhor onde tava a dar toques na bola, comer um corneto a falar ao telemóvel!

...Mas ficou desfocada com a awesomeness de tanta coisa ao mesmo tempo...