segunda-feira, 26 de março de 2012

Injusto

Já não me recordo do que lhe disse, mas foi qualquer coisa de épico... e profundamente irritante.
Caminhávamos de volta para o meu carro num dia de sol poucos dias antes do natal.

Miss - Foda-se! eh pá, tu... tu... não fales mais comigo... a sério, se me diriges a palavra nos próximos 30 minutos juro que apanhas...

- Silêncio desconfortável -

Eu - O silêncio pesava denso à sua volta naquela tarde de Dezembro... André de Sousa tinha aquele seu jeito sedutor...

Miss- o quê que eu te disse?

Eu- Não estou a falar contigo... xiu!... Avançaram pela calçada a passo lento, ela mostrava notório desconforto com a presença dele ali tão perto... heeey! tás-me a bater porquê?????

Miss - Eu não te disse para estares calado???

Eu - não! disseste para não falar contigo... eu não estava a falar contigo... estava a narrar em voz alta...

Ela pára, fazendo-me parar... espeta-me o indicador na ponta do nariz- se volto a ouvir a tua voz a narrar seja o que for...

- Silêncio desconfortável -

Eu -  For twenty days and twenty nights the emperor penguin will march to a place...

 
E pronto, apanhei, o que é injusto porque eu faço um fantástico Morgan Freeman.

Um comentário:

Pusinko disse...

Tu bates malíssimo. MAs realmente foi injusto. E imitar o Freeman é épico o suficiente para merecer ser escutado.