sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Eles

Ele era um homem atento aos detalhes.
Ela era uma mulher curiosa.
Ele comentou que a meio de um filme porno amador estava a tocar de fundo uma música dos Goo Goo Dolls.
Ela perguntou-lhe se tinha apanhado qual era a música.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Contar o tempo

Ele senta-se e fica em silêncio, passa as mãos pelo cabelo e sorri em esforço.
- Não correu bem.
- O que esperavas?
- Sinceramente? Não sei.
- Ao menos...
- Sim, mas não é esse o complicado.
Acenou por duas cervejas.
- Eu passei demasiado tempo preso no conceito, é bom salivar, divagar, imaginar tudo o que queres não achas?
- Sempre.
- Tentei não lhe dar um rosto fixo, tentei para não ser apenas uma das duas. Ter esta ideia de mulher, este conceito como uma mescla delas... E ter tido o acaso de uma delas se tornar minha. Eu nunca me iludi com ela, nunca preenchi todo o conceito nela, nem sequer o procurei, era injusto.
- Muito, achas que tiveste azar agora?
- De os deuses me tropeçarem na outra? Muito.
- Podias ter ficado quieto.
- Podia, mas como não ir atrás? Como não tentar encontrar em carne real o outro lado dos anos que passei... Eu... Eu fiz das duas minhas, ao mesmo tempo e nunca fiquei tão só.
- Só?
- Estava com uma a pensar na ideia que podia ser a outra mas era sincero o amor que lhe tinha e recebia. Dei-me também à outra e eu passei a ser uma mentira, duas melhor dizendo, uma para cada.
- E passou a ser nada?
- Sim, nada, só o vazio de não lhes poder... Não poder falar e eu no meio, atracado em porto nenhum.
- E agora?
- Conto os dias até...
- Até?
- Não sei, mas tenho que contar o tempo.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Um sonho totalmente awesome.


Foi a minha prenda de sexta para sábado.
Entro numa festa a abarrotar e uma jovem Whitney Houston puxa-me pela mão para dançar....
... A Dance with somebody.
A Whitney para além de ter uns moves totalmente catitas estava  exactamente como no videoclip.
Fico com fome, vou comer.
Chego à mesa a abarrotar de todas as coisas boas que consigam imaginar e encontro sentado o Nathan
Fillion.


Páro, faço-lhe continência e cumprimento-o.

"My Captain..."

Sento-me, conversamos durante horas sobre Firefly enquanto eu como um fantástico bolo de Morangos com Chantily do Frutalmeidas (O meu favorito).

Grande, grande sonho, acordei tão bem disposto e ainda por cima o Nathan esteve nú durante o sonho todo.


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

The Hobbit - Desolation of Smaug

 


"Meh..." Pensei no final do primeiro acto do filme, o filmes está a ser "Meh".
Não consegui aceitar a ideia, não fazia sentido eu estar tão desligado, tão pouco enamorado por um filme do senhor dos aneis.
Sou suspeito, indiscutivelmente sou.
Gostei dos livros, da trilogia.
Adorei o Hobbit que encontrei com o preço em escudos e páginas amareladas a cheirar a velho numa papelaria de bairro ali para os lados  do mercado de Alvalade.
Li o Silmarillion sentado na janela do meu atelier, à espera que trouxessem a madeira do chão, recordação que tenho do começo da minha empresa associada aos livros do Tolkien.
Joguei e voltei a jogar os jogos Battle for middle earth, todos eles e este filme...

Não é meh, é pior que meh, é o pior de todos os filmes.
Aceitei as alterações no primeiro, os acrescentos na espectativa de trazerem algo à narrativa- que eram desnecessários acrescentar, a história original por si só funciona.

Neste...
Não um, mais dois orcs bonitinhos sem a menor justificação.

Legolas? Era o legolas? Não, não era.
(Touxe apenas uma piada fantástica e de resto é uma personagem diferente do Legolas da saga original, irreconhecivel)

Infelizmente não é apenas o Legolas, todos os Elfos neste filme não se comportam como os Elfos da Mitologia.
As personagens sabem o que não é suposto saberem, viajam em tempo supersónicos as mesmas distâncias que demoraram dias e semanas a viajar no primeiro filme.

"Aquilo" não faz sentido (dentro da mitologia dos próprios filmes)
"Aqueloutro" é só para fazer rir? Nem teve piada!
Um dos melhores momentos no livro é a interacção do Bilbo com Smaug, agarro no exemplo do primeiro filme e na cena dele com Gollum... Que está fantástica, neste...
Não, não está nem de perto com a qualidade que devia ter - pelo livro, pelo que fizeram no primeiro filme.

Mas acima de tudo, o que me deixou mesmo... Mesmo...

Vou deixar para o fim.

Smaug está fantástico, visualmente está fabuloso.
A piada do Legolas que fiz referência acima está mesmo muito boa.
A primeira parte da sequência dos barris é... ok.
A segunda parte da sequência é simplesmente fantástica, adorei!
Bard está perfeito,

É o pior de todos os filmes como já tinha dito. É um filme desconjuntado e os acrescentos são mais do que no primeiro filme notoriamente desnecessários, muito para encher chouriços e a duplicação da ameaça orc - agora dois orcs- para que existam duas cenas distantes com um antagonista fisicamente presente e ameaçador é simplesmente...
Preguiçoso.

Nota - 5 em 10.

Vejam o filme em casa a meio de uma maratona de filmes, no cinema só em 3D pela piada de ver o Smaug a andar de um lado para o outro.

Agora vamos ao momento que me deu vontade soltar um - Foda-se, estão a gozar comigo! - a meio do filme.

O momento... Twilight.


Portanto, estamos a meio de um filme sobre um livro fantástico chamado Hobbit, escrito pelo Sr. Tolkien que por sua vez é um dos nomes incontornáveis da cultura ocidental em que vivemos.
Temos um segmento "literário" derivado de donas de casa desocupadas que as gajas- ponho a culpa nelas - deram tamanho e importância ao comprarem os livros, deram receitas de bilheteira aos merdosos filmes que foram feitos sobre os mesmos livros.
Tornou-se moda o triangulo amoroso impossivel... Especies diferentes...
Peter Jackson decidiu criar personagens novas, o que por mim tudo ok, tranquilo.
Peter Jackson a meio do filme direcciona desnecessáriamente parte da história...
Foda-se para ele...

Um triangulo amoroso à twilight.