sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Megakillhell Lords of Metalcrush of the Broken Pain


A transcrição da entrevista que se segue ao lider dos Megakillhell Lords of Metalcrush of the Broken Pain Arnaldo Pantufinha foi conseguida com sacrificio pessoal do autor do blog, e as palavras nela contidas são da inteira responsabilidade dos pais do autor do blog que o fizeram sem lhe perguntar se por acaso lhe dava jeito nascer em outubro, lá pelo começo da década de 80...



Entrevistador - Arnaldo Pantufinha, antes de mais quero agradecer o teres aceite o convite desta entrevista, principalmente porque é sabido que entras no teu trabalho de caixa do carrefour às 10h e isto não te fica em caminho...
Pantufinha - realmente, é uma maçada, mas já que disseram que havia comes e bebes, eu decidi aproveitar... vais comer o bollycao que tens ai na mochila ou posso me servir à vontade?
En. - ah bem... força... já mamaste os três leites de pacote que tinha guardados para o resto da semana... mas enfim, vamos ao que interessa: Megakillhell Lords of Metalcrush of the Broken Pain, o som que todos falam no mundo da música, já considerado por quase toda a critica músical, o lançamento deste primeiro album como um dos momentos mais importantes da história da música, ao nível por exemplo do concerto de bob dylan em manchester em 66, ao album dos sex pistols, quiça um novo abbey road - dos beatles, ou um born to run do springsteen...
Pantufinha - ya... é um album fixe
En. - como nascem os Megakillhell Lords of Metalcrush of the Broken Pain?
Pantufinha - num momento de dúvida, ou fazia a barba... ou entrava num look mais agressivo... ganhou a preguiça
En. - e o mundo musical sem dúvida, pantufinha, como nasce a banda? descreve-me o momento em que vocês sentiram a simbiose mágica que morfosintitizaliza o intrespocomentriomono músical arrebatador do vosso album de estreia
Pantufinha - simbiose? isso não era no stargate? em que os gua'ul tinham um simbione na barriga que os controlava para obedecerem ao deus anúbis? com o Macgyver pá, o gajo do Macgyver a dar tiros nos bacanos mais o gajo de oculos, granda série meu, granda série...
En. - O que pergunto Pantufinha, é como se juntaram os Megakillhell Lords of Metalcrush of the Broken Pain
Pantufinha - ah, podias ter ido logo ao assunto! eu depois de não fazer a barba senti uma certa larica e pensei - vou ao saldanha ao ravioli tratar da ténia pa bixa não andar com fome - mas como sou um gajo bacano, e não me apetecia ir sozinho liguei ao bifanas que é o baterista...
En. - João Bifanas que ganhou o prémio para melhor solo de bateria do milénio na sua performance na música - Vou ligar aos Anjos da noite...
Pantufinha - foi um ataque de gazes que lhe deu na gravação... mas adiante, liguei ao Bifanas e quando lhe perguntei - atão? siga um ravioli? - ele responder - "pantufinha, isso é música para os meus ouvidos..." e foi ai... música/ravioli e fixei logo o refrão da segunda música do album - ravioli de carne com duas doses de azeitonas, duas de fiambre, uma de cebola e duas de tomate...
En. - Mágico, uma das melhores escritas da ultima década, aproveito para citar sobre essa mesma música as palavras de leonard cohen - "sublime, avassaladora no abraço triste da flor que renasceu num dia de chuva...", leonard que é um confesso fâ da vossa obra... mas estás a dizer portanto que a música que dá nome ao album, o primeiro e grande sucesso - Não se zanguem... Sejam amigos - não é como se pensa o vosso primeiro single
Pantufinha - exacto, essa surgiu depois do ravioli, tinha acabado de dar uns 4-1 ao Erva fofinha o guitarrista na Playstation e o gajo picou-se, começa a bardajar que o comando é mau táva lesionado no indicador, entra a minha avó no quardo e diz - não se zanguem... sejam amigos
En. - Mágico... desculpa estar a emocionar-me mas é impossivel conter a emoção ao conhecer o que está por detrás de tantas músicas que teem tocado tanta gente por esse mundo fora... por detrás que é o nome da música que fecha o album, quer numa versão estúdio, quer numa versão caseira... fala-me desse tema pantufinha
Pantufinha - isso surgiu no dia da gravação do album, entrei no meu quarto e tava a namorada de gatas com o rabo espetado para mim, eu disse-lhe - ò fofa, se tás à procura do telemovel tá por detrás da televisão... foi ai...
En. - pantufinha, obrigado pela entrevista, não me atrevo a roubar-te mais tempo, um grande bem haja para ti e para os teus e aguardo com ansiadade, assim como os muitos milhões de fâs por todo o mundo pelo lançamento do próximo album... que já tem nome é verdade?
Pantufinha - exacto, chamar-se-á "Lévas um Banano" em homenagem à minha Avó quando virou metade da equipa de Rugby do Belenenses com ganchos de esquerda por uma divida de corridas de cães no cais do sodré em 84...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Mulheres...


"Todas as mulheres sabem tudo sobre tudo..."

por - Rudyard Kipling


Foto - Rescue Me Season 2, Palavras do grande Tommy "Denis Leary"

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

One more night


sorria para a amiga com vontade e empenho... havia demasiado tempo que não se reencontravam. talvez pela distância, mais pelo conforto de saber que, apesar do tempo havia um elo entre elas sempre garantido, sempre constante e fiel, não era necessário combinar-se por obrigação cafés e saidas só para simbolicamente se assumir que se adoravam... era quando calhava e hoje calhara outra vez.
era reconfortante a sensação que todas as conversas no reencontro surgiam como se tivessem somente sido interrompidas por uns miseros cinco minutos e não os meses ou anos que tinham estado distantes...
- foi então que percebi que estava descalça... - disse Júlia esbugalhando os olhos, Ana irrompeu em gargalhadas levando como sempre a mão diante da boca, era um gesto muito seu, delicioso quando ria. Respirou fundo, corada, e levou a mão à chavena de café que tinha diante de si, susteve o gesto fixando o olhar numa figura que surgia poucos metros de onde estava sentada.
reconheceu rapidamente a inagualável imagem que caminhava na sua direcção. O cabelo moreno, o mitico casaco preto com heidelberg escrito na frente comprado obviamente em heidelberg, as calças de ganga, o andar confiante, o olhar à-lá-Marlon Brando no filme "há lodo no cais", mas toda a expressão séria e desagradada que ele carregava até si prendeu-lhe o sorriso...
-ontem... Ana... tu... há coisas que magoam... que destroçam... como se tivesses arrancado de mim algo que tanto tempo tive em mim para por cá para fora... e tu... tu tiraste isso de mim...
virou-se para partir, Ana susteve-o em desespero pelo braço, chamou-o pelo nome e fe-lo parar...
- eu sei... já te pedi descupar... - disse Ana e tentou vira-lo para si sem sucesso - sempre me falaste disso, e eu ... eu por instantes esqueci-me... por favor...
o braço fugiu-lhe das mãos e viu-o partir por onde surgira.
sentou-se, suspirou e sorriu.
- o que lhe fizeste Ana? - perguntou Júlia segurando nas mãos da amiga procurando de algum modo dar-lhe conforto e apoio naquela situação
- ontem... eu... era a vez dele cantar a bonnie tyler no karaoke e eu esqueci-me...




Em homenagem à grande, unica e magnifica - Ana Vieira
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sábado, 27 de outubro de 2007

Secret Sarden...




"...Shell let you in her house
If you come knockin late at night
Shell let you in her mouth
If the words you say are right
If you pay the price
Shell let you deep inside
But theres a secret garden she hides

Shell let you in her car
To go drivin round
Shell let you into the parts of herself
Thatll bring you down
Shell let you in her heart
If you got a hammer and a vise
But into her secret garden, dont think twice

Youve gone a million miles
How fard you get
To that place where you cant remember
And you cant forget

Shell lead you down a path
Therell be tenderness in the air
Shell let you come just far enough
So you know shes really there
Shell look at you and smile
And her eyes will say
Shes got a secret garden
Where everything you want
Where everything you need
Will always stay
A million miles away..."

Letra
Bruce Springsteen


opino que a magia desta música encontra-se na punchline - will always stay a million miles... away...

é aquela ideia de saber que vai doer, que não vai correr bem e mesmo assim... quiça enfeitiçado - ou mesmo por burrice pura - ainda permitirmos o deslumbramento com o Secret Garden, esperançados que desta vez, em vez do caminho de volta encontremos onde ficar e pernoitar... umas noites ou até mesmo aos fins de semana...

fotos - André, in Vimeiro

Realidade Vs Ficção

Sentia-me satisfatóriamente cansado. Correra mais um pouco que pensara ser capaz de o fazer, com esforço mas sem dor, sempre em crescendo de velocidade, intenso... estava satisfeito.
saí do banho e mentalmente revi a lista de todas as coisas que pensava em fazer. Talvez ravioli para o almoço, era uma boa ideia apesar de demasiado reincidente... talvez não fosse a melhor opção.
Ouvi o alarme do microondas e retirei deste a caneca fomegante, disolvi o pó do cupccino lenta e morosamente, espuma pretendia-se e espuma se conseguiu.
Há algo inerente a uma caneca quente e fumegante que me leva à contemplação... a aproximar-me das janelas e procurar algo onde divagar a vista por largos e dispersos instantes.
O som da mota no seu aproximar chamou-me à atenção. Pouco depois via-a em contramão, parada, o condutor olhava para a esquerda, para o banco.
Nesse instante surge, capacete na cabeça, saco de dinheiro na mão pela porta quem era aguardado com ansiedade, estupidamente enganou-se no lado por onde fugir, ridiculamente viu-o contornar o desnecessário canteiro - podia e devia ter seguido em linha recta para a mota mas não... fui presenteado com um cabeçudo fugitivo em pleno trote na minha contemplação serena.
Saltou para a mota finalmente e esta arrancou... via-o a escorregar do banco, desesperado agarrando-se ao camarada em contra-mão, contornaram a esquina e deixei de os ver.
Bebi entre um sorriso o resto do cupccino, passei pelo cabelo os dedos como se o gesto trouxesse algo de novo ao pensamento... algo novo à imagem de um cabeçudo apressado de dinheiro na mão.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

A um Porto Azul...

Não me recordo quer o dia quer o ano, dados que sempre embelezaram o começo de uma narrativa como se marcassem toda a história até esse instante e tudo partisse dai em diante também.
Seria no dramático jogo em que o varandim de alvalade cedeu e os adeptos do sporting que se empoleiravam para atacar o autocarro do FC Porto que chegava, e que depois também atacaram o médico Domingos Gomes que tentava ajudar os que já se encontravam no chão? sinceramente não sei, mas nunca me esqueci do lance...
Um cruzamento longo do lado esquerdo do ataque do Porto para a entrada da area do lado direito, Domingos avança para receber a bola com o central Marco Aurélio na sua marcação, sem a deixar cair no chão, um toque suave com o pé esquerdo levanta a bola pouco acima do joelho, provavelmente a melhor recepção que alguma vez vi, Domingos rodopia e com o pé direito levanta a bola por cima das pernas de Marco Aurélio e também sem a deixar cair remata finalizando a rotação para o poste esquerdo da baliza do Sporting, três toques, bola, sempre no ar e um dos melhores golos que me recordo, de um dos melhores jogadores que me recordo de ver jogar.

A um Porto azul