segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Oh love...




Oh love... oh love...
lay your hand's around my neck, your eyes into mine till your grief is danced away...








May I dream us all night long and wake up with you still waltzing in my mind... so I can carry all day long until in a dream... the most amazing dream I hold you again... and again...





Oh love, oh love...
bye love... bye until the birds stop their bitterly weep, the wave's smashs us around with joy, until then love... wherever dreams you might have, may them be with me...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Let the sunshine in...



"segurava no filho pela mão. era o seu primeiro, o primogénito, o herdeiro...
subiram pela encosta, ingreme e dificil. Dentro dos seus passos pequenos e limitados não esmoreceu, abrandou ou deu sinais de querer desistir, sentia-se orgulhoso, de tão pequeno e tão determinado em o acompanhar.
finalmente o cume, o topo da montanha. sentaram-se lado a lado exaustos, orgulhosamente exaustos.
debaixo dos seus pés todo o vale tão pequeno, tão infinito e pequeno diante de pai e filho no topo da montanha...
- Meu filho -disse após um longo silêncio - tudo o que vês, todo este vale e para além deste, depois do rio, as colinas douradas pelo sol, o bosque negro que se perde da vista dos homens, tudo isto meu filho... tudo o que vês e para alem disso... nada disso vai ser teu..."

domingo, 9 de dezembro de 2007

Fantasmas


"Irónicamente sabe tudo a vago. Sabe a meia de leite àguada..."



quem sou eu para compreender?
era apenas uma jogada em meu redor, um gesto rodopiante e esquivo...
foi tão Efémera como um desenho num vidro embaciado a ideia que podia de algum modo compreender o seu intento e a sua dimensão...
compreender qualquer coisa que traga sentido a tudo isto

chissa' se tu mi penserai ?
non lo sai...

non lo sai.


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Good Enough



O copo não está meio cheio nem meio vazio... tá partido, quebrado no chão diante de mim.
como se algo tivesse sido arrancado tão depressa que nos atordoou...
as ideias ou memórias não batem certo, não encaixam no que existe agora, não é possivel terem acontecido todas aquelas coisas e agora... agora onde estão as palavras? os gestos que me prenderam? que me procuraram? que me prometeram? foram-se embora tão depressa que me sinto burlado... estou convicto que fui burlado e também... na idiotice de já antes ter tido um vislumbre desse mesmo truque, magoado por o ter deixado acontecer.
será que sou eu que não sou bom o suficiente? que não devia sequer tentar?será que sou apenas e somente eu culpado? as palavras que magoaram e enganaram não partiram de mim...
A mão que agarrou na minha e depois... percorreu o meu rosto devagar e ternamente... não era a minha...
não fui eu que disse - anda, vem comigo que agora é de vez - que me levou a atracar seguro num porto que afinal... não era um porto azul... não era um porto de abrigo, não era um porto sequer.
É confuso, é distante como um sonho estranho do qual acordamos subitamente, é mais do que estava à espera e preparado para aguentar no choque, no embate...
É complicado também agora lidar com o medo, o desconforto e a insegurança... se isto que me recordo não era real o que será? se foi apenas um truque, uma piada muito sem graça, quando será a sério? quando é que posso tentar de vez? ser bom, ser todas aquelas coisas que sentimos inerentes às promessas que nos dão como certas... quando? como irei perceber que é o momento certo de abrir e ler a carta se desta vez... desta vez parecia tão real... tão verdadeiro... tão bom.
Nada mudara afinal, nada fora bom o suficiente.
Nem eu estava à espera ou me tornara mais esperto depois das outras anteriores vezes... foi tão facil desta vez como das primeiras não foi? foi um jogo sujo, rápido e pouco ou nada dificil.
Como César chegar ver e vencer...
Nem vontade dá de apanhar os cacos do copo no chão...
nem há forças de fechar a porta... é uma inercia desmotivante... mas mais reconfortante que todo o resto.
Mais seguro, menos arriscado e menos provavel de tudo acontecer novamente, bendita inercia que ao menos essa... essa sei que não tem má intenção. Essa não engana nem ilude com promessas, não nos levar a abrir as cartas que suspiramos por receber, não nos diz que vai connosco onde quer que seja para depois parti sem nós... essa fica connosco sempre que for preciso, sempre que não for preciso também... é fiel.
Nada foi o suficiente para mudar o que afinal... era imutável.
Não é justo, não é correcto e não é bom, pelo menos isso sei.
Porra... não é nada justo mesmo.
Mas que assim seja, não vale a pena tentar mesmo... não vale a pena tentar sequer - o quão triste isso consegue ser - é o que é... e não está nas minhas mãos... nem o copo partido agora no chão...
Parecia tão real para mim... tão verdadeiro...
Nada foi o suficiente...



segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Monstro

Há uma piada terrivelmente idiota - não é carne nem peixe... é frango - que se torna ainda mais idiota no facto de já ter visto assumidas vegetarianas dizerem que o eram mas adoravam comer frango e comiam quase todos os dias.
o tema é monstro não piadas idiotas.
podia ter colocado tantos outros titulos e dizer exactamente a mesma coisa.


posso tentar definir monstro... mas se a própria palavra se aplica ao termo - Buffon, um monstro na baliza da Juventus - e isso é bom, por mais conotações negativas que esmifre... é sempre vago...
a única coisa que não é vaga é estarmos tristes, magoados... mesmo que a situação não seja nem propriamente boa nem notóriamente má... sentimos todo o peso desse sofrimento nos ombros e ouvirmos o risinho cínico dessa sensação a cantar o mestre barry white "i´m never gonna give you up... I'm never really gonna stop..." e termos a total e completa certeza que nada do que façamos isso muda... se veio para ficar ficou.
por isso, não é vago, é uma certeza essa sensação que nasce de uma relação pecaminosa de pais incertos e que sentimos com mais força que a onda que nos acertou na fuça quando pensamos em fugir e nos esquecemos de mergulhar por debaixo...
estarei a ser vago sobre a sensação? é a tristeza, em Inglês o termo é mais correcto - Grief - e não Grieve que isso é mau mas não é tanto.



Sai do jogo, da vitória do Porto na luz com todos os motivos para sorrir e não fosse todas as promessas que me haviam pouco antes sido feitas estarem sorridentes nos braços de outro que não os meus e continuaria a sorrir... mas não, não eram comigo que essas promessas estavam nesse momento tão saboroso - e que golo marcou o quaresma... - foi a morte da recordação que me trazia a felicidade.
foi num lugar onde já fora feliz, um lugar meu, MEU! como os sítios a que somos intimos, aquele jardim onde rebentavamos as calças a correr atrás da bola, o miradouro onde passavamos e fomos presenteados com um magnifico e sempre esplenderoso por-do-sol sobre lisboa sem disso estarmos à espera, aquela praia onde levamos com a onda na fuça mas também onde à noite ela se aninhou no ombro e a meio de um arroto a cerveja nos disse que eramos um gajo fixe e nos envadiu a boca com a lingua dela...
foi num sítio desses que a vi, à promessa, sorridente mas ausênte que a via ali... por outro acompanhada, a outro prometendo e deliciando com a ideia do bom que estaria por surgir...

Como não Amar um cão abandonado? como não sentirmos a mágoa de quem partiram e muito o coração? como não sentir a vontade de o convidar para uma noite de copos e acabar a dizer- porra pá... as gajas são mesmo do caraças... vá, a ultima pago eu..., como não sentir-mos que não foi justo o que lhe fizeram a troco da entrega total e fidelidade absoluta? como não neste instante sentir vontade de soltar um - como te compreendo, e dar-lhe uma festa no lombo para tentar dizer que vai ficar tudo bem... essas palavras tão magicas... tão uma promessa que resulta sempre mesmo que se saiba que muito provavelmente não vai ficar tudo bem nem perto disso...
vai ficar tudo bem.

E por muito que agora lá passe, nesse sitio que era meu, agora já não me pertence, já é desse momento de dor, de profunda desilusão da ilusão de ter sonhado até esse instante, de ter acreditado até esse instante... já não me pertence o que era e devia ser meu...
Não é que somente agora o valorize, antes pelo inverso, já antes saboreava as pedras sobre as quais ia apressado a caminho de um pecaminoso ravioli, já ai inspirava guloso o ar - admito que um pouco para o poluido do saldanha - como em veneza sobre o canal, diante do museu à noite quando o vento se levantou forte e violento, e eu absorvi sozinho toda aquela energia em meu redor no alto de um palco sobre o canal onde algo se inaugurara algum tempo antes... bom momento esse...
já não é meu esse sitio.

e afinal quem era o monstro no meio disto tudo? o cão? a dor? a tristeza?
eu?...
não, não estou a fazer um referendo e provavelmente era eu o eleito - principalmente por todos os lampiões que viram comigo a magnifica mas escassa vitória do FC Porto na luz
também não sou queixinhas, não quero tar a apontar nomes e ter colocado uma foto da abobada celestial no fim é mera coincidência, assim como é coincidência a frase - you better not be messing with me - ter-me passado pela mente quando me foi prometido toda a ilusão que me acertou na fuça e apresentou à vozinha a cantar o Barry White, afinal, há coisas com as quais é mesmo bom que não estejam a brincar connosco quando nos dizem pois podemos as levar a sério, tão a sério que gostamos delas e até as queremos levar para casa, como um cão abandonado que nos achou piada e seguiu até casa.
Mas afinal, serei ou não o monstro? por sentir a revolta? o engano? a raiva da revolta do engano? isso não é ser um monstro... será a sensação o monstro? por estar a fazer o seu trabalho? não me parece então que seja a sensação - o cão abandonado começou a sair de fininho não fosse agora sobrar para ele, será o Barry White? obvio que não, o mestre que nos ajudou e acompanhou - musicalmente senão era um bocado estranho ele estar mesmo presente - em longas noites de amor e paixão pode ter os seus designios para todos nós, mas estes envolvem velas de cheiro, musica - dele Barry White - jantar, lareira, lençois e corpos suados (apetece-me dizer - e um ponei!!!!!), logo nunca será o Barry White o monstro...
no meio disto tudo, acho melhor não por a culpa em ninguém, não era justo e de algo que não é justo já tou eu farto de sofrer - era penalty sobre o lisandro na primeira parte já agora - não vou ser eu agora a fazer aos outros o que não gosto que façam a mim...

Não, não vou sair a dizer que desta é de vez - ao som da mágnifica música As regras da sensatez de Rui veloso, vou sair a dizer que o Steve McQueen era o maior e vou tentar alinhar nesse espirito - o Steve Mcqueen é o expoente máximo da ideia de ser livre a qualquer preço, de fugir do que nos prende a qualquer preço, quer no filme Papillon ou no The Getaway por exemplo, ser livre...
tenho um blusão de cabedal como o Steve... já é um começo...
fica a recordação no sitio que já não é meu, fica o cão comigo que ainda me está a dever duas imperiais, fica o Barry White, fica a tristeza do que se perdeu ou do que se pensou ter, fica todas essas coisas más que teimam em ficar por mais que o filme já tenha passado os créditos e já estejam a varrer as pipocas da sala que eu já me habituei... a Claudia Black é uma mulher casada e mãe de filhos, só um de nós teve essa sorte...
é puxar o cão pela trela, é por as golas do blusão para cima que está frio e a meio de um sorriso dizer - não é carne nem peixe... é frango




Fotos - André e João Diogo - em sitios tão exóticos como as cataratas do iguaçu, a lagoa de santo andré e a casa do walter...
Agradecimentos - ao João diogo não só pela foto mas pelo apoio técnico e logistico e as gomas que sempre se lembrou de trazer, ao Walter que adoptou o cão da foto - que é provavelmente o cão mais preguiçoso de todos os tempos, ao Barry White e ao Steve Mcqueen, ao Quaresma e ao Pedro Emanuel, ao Rui Veloso por ser não so do FC Porto mas por um dia se ter sentado ao meu lado no auditório do Colégio para falar de bola já que eu estava a ler o jornal antes do concerto, à Ana Vieira que vai ler isto de certeza, e por ultimo à Claudia Black a quem disseram - you better not be messing with me - e ela não estava mesmo...

Nota final - a frase "you better not be messing with me" surge no ultimo episódio da ultima temporada da série Stargate - unending

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Hold On


Entre ziliões de músicas com este titulo elegi esta como "the chosen one - the one that will bring balance to the force", e a quem não perceber a citação em inglês - não o inglês mas a sua origem - os meus sentimentos...



"They hung a sign up in out town
if you live it up, you wont
Live it down
So, she left monte rio, son
Just like a bullet leaves a gun
With charcoal eyes and monroe hips
She went and took that california trip
Well, the moon was gold, her
Hair like wind
She said dont look back just
Come on jim
(chorus)
Oh you got to
Hold on, hold on
You got to hold on
Take my hand, Im standing right here
You gotta hold on

Well, he gave her a dimestore watch
And a ring made from a spoon
Everyone is looking for someone to blame
But you share my bed, you share my name
Well, go ahead and call the cops
You dont meet nice girls in coffee shops
She said baby, I still love you
Sometimes theres nothin left to do

Oh you got to
Hold on, hold on
You got to hold on
Take my hand, Im standing right here, you got to
Just hold on.

Well, God bless your crooked little heart st. louis got the best of me
I miss your broken-china voice
How I wish you were still here with me

Well, you build it up, you wreck it down
You burn your mansion to the ground
When theres nothing left to keep you here, when
Youre falling behind in this
Big blue world

Oh you go to
Hold on, hold on
You got to hold on
Take my hand, Im standing right here
You got to hold on

Down by the riverside motel,
Its 10 below and falling
By a 99 cent store she closed her eyes
And started swaying
But its so hard to dance that way
When its cold and theres no music
Well your old hometown is so far away
But, inside your head theres a record
Thats playing, a song called

Hold on, hold on
You really got to hold on
Take my hand, Im standing right here
And just hold on."








Letra - TomWaits
Fotos - André

segunda-feira, 12 de novembro de 2007