terça-feira, 28 de abril de 2009

Febre Suína




"...We were both young when I first saw you
I close my eyes
And the flashback starts
I'm standing there
On a balcony in summer air

See the lights
See the party, the ball gowns
I see you make your way through the crowd
And say hello, little did I know

That you were Romeo, you were throwing pebbles
And my daddy said stay away from Juliet
And I was crying on the staircase
Begging you please don't go, and I said

Romeo take me somewhere we can be alone
I'll be waiting all there's left to do is run
You'll be the prince and I'll be the princess
It's a love story baby just say yes

So I sneak out to the garden to see you
We keep quiet 'cause we're dead if they knew
So close your eyes
Escape this town for a little while

'Cause you were Romeo, I was a scarlet letter
And my daddy said stay away from Juliet
But you were everything to me
I was begging you please don't go and I said

Romeo take me somewhere we can be alone
I'll be waiting all there's left to do is run
You'll be the prince and I'll be the princess
It's a love story baby just say yes

Romeo save me, they try to tell me how to feel
This love is difficult, but it's real
Don't be afraid, we'll make it out of this mess
It's a love story baby just say yes
Oh oh..."






Começou como algo mágico... e acabou numa epidemia...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Afinal quem é o Máior



Sentou-se e suspirou irritado. Era impressionante a reincidência e ser sempre a si que certas coisas teimavam em acontecer.
- que porra! - desabafou em voz alta, passou os dedos pelo cabelo e ergeu o olhar para o vazio diante de si.
Virou-se e descobriu em garrafais letras sobre a Entrada de um antigo e imperial cinema - onde descobrira Roger Rabit e a grande cruzada de Indiana Jones - a afirmação que Jesus Cristo é o senhor!
- olha... bem que tu podias servir para alguma coisa....
- Meu... calma... não te enerves...
Parou, virou-se para a voz que sabia dirigir-se a si. Deparou-se com um homem Moreno de cabelo cumprido, barba de três dias por fazer, vestido num smoking preto impecável.
- ah... o quê?
- tenho diversas e muito variadas utilidades... não é agradável ouvir que não sirvo para nada...
- ah ah... boa... engraçado... tá bem... - virou costas tencionando prosseguir o seu caminho.
o homem deteve-o, retirou os ray ban aviator que lhe camuflavam o olhar, fitou-o nos olhos e estremeceu na certeza de quem estava realmente diante de si
- agora que já estamos conversados... are we cool?
- não... tens muuuuuuita coisa a explicar... não necessáriamente a mim, que sinceramente me és indiferente...
- eu sei... eu tudo sei... incluindo a tua indiferença....
- ah sim? diz-me... em que numero estou a pensar agora?
- 3592852028699242, isto não é uma piada...
- pois... olha, pior agora saber que existes... vá... tenho que ir e tal... nós que temos coisas para fazer e horas de entrada etc...
transfigurou o sorriso numa austéra expressão
- tas-te a esticar... tu sabes quem é o meu pai??????????????




(...acho a punchline deliciosa, o resto é palha...)

quarta-feira, 25 de março de 2009

JCVD

"This movie is for me.
There we are, you and me.
Why did you do that?
Or why did I do that?
You made my dream come true.
I asked you for it.
I promised you something in return
and I haven't delivered yet.
You win, I lose.
Unless...
the path you've set for me
is full of hurdles
where the answer
comes before the question.
Yeah, I do that.
Now I know why.
It's the cure,
from what I've seen here.
It all makes sense.
It makes sense
to those who understand.
So... America,
poverty,
stealing to eat...
Stalking producers,
actors, 'movie stars',
going to clubs
hoping to see a star,
with my pictures,
karate magazines.
It's all I had.
I didn't speak English.
But I did 20 years of karate.
'Cause before I wasn't like that.
This... This is me today.
I used to be small
and scrawny.
And I took up karate.
Hence the Dojo, hence respect,
thou shall believe
people who say,
"Oss!"
It's Samurai code.
It's honor, no lies.
So this guy in the US,
it's not the same thing.
No one says "Oss" to you.
Sometimes people
in show business say, we're gonna *beep* him!
I believed in
people, in the Dojo.
I was blessed
and had a lot of 'wives'.
I always believed in love.
It's hard for a woman
with three kids to say,
"Which one do I love more?"
A mother...
If you have 5, 6, 7
or 10 wives in a lifetime,
they've all got
something special,
but no one cares about that
in the so-called media.
What about drugs?
When you got it all,
you travel the world.
When you've been in
all the hotels,
you're the prima donna
of the penthouse.
And in all hotels the world over,
traveling,
you want something more.
And because of a woman...
Well, because of love,
I tried something
and I got hooked.
Van Damme, the beast,
the tiger in a cage,
the "Bloodsport"
man got hooked.
I was wasted mentally
and physically.
To the point that
I got out of it.
I got out of it.
But...
It's all there.
It's all there.
It was really tough.
I saw people worse
off than me.
I went from poor to rich and thought,
why aren't we all like me.
Why all the privileges?
I'm just a regular guy.
It makes me sick to
see people...
who don't have what I've got.
Knowing that
they have qualities, too.
Much more than I do!
It's not my fault
if I was cut out to be a star.
I asked for it.
I asked for it,
really believed in it.
When you're 13,
you believe in your dream.
Well, it came true for me.
But I still ask myself today
what I've done on this earth.
Nothing!
I've done nothing!
And I might just die
in this post office,
hoping to start all over
here in Belgium,
in my country,
where my roots are.
Start all over with my parents
and get my health back,
pick up again.
So I really hope...
nobody's gonna pull a trigger
in this post office...
It's so stupid to kill people.
They're so beautiful!
So, today, I pray to God.
I truly believe
it's not a movie.
It's real life.
Real life.
I've seen so many things.
I was born in Belgium,
but I'm citizen of the world.
I've traveled a lot.
It's hard for me to
judge people
and it's hard for them...
not to judge me.
Easier to blame me.
Yeah, something like that."

e o original em francês,


domingo, 1 de março de 2009

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Don't tell me why


Estava a tentar ajustar os olhos ao momento
larguou o copo sobre a mesa, era tão real tudo o resto como o vidro húmido na madeira ali...
diante de si.

não precisava de o disfarçar, não precisava de tentar ser alguém melhor e diferente...
era o suficiente.

descontraiu. Estava momentaneamente tudo bem.

era um dia bom, daqueles solarengos para aproveitar e sair.

caramba, o que quer que o colocara tão receoso...

sabia o quê...mas era uma imagem distorcida no tempo, perdida no labirinto de sua mente e... era muito mais, mais do que o suficiente para o fazer perder... perder-se.


Não era concretamente o vento que o empurrava, despenteava, desconcertava que o fazia recear.
Não era o desconhecido dos rostos e prédios em seu redor numa rua que não era a sua, as palavras quase estranhas numa língua diferente dos seus pensamentos.
Não era a certeza de estar tão distante de todos os seus problemas ou receios.
Era ser novamente o mesmo rosto nos vidros dos carros e montras por onde se reconhecia, era por ser o mesmo monstro dentro dos seus pensamentos, era não lhe chegar ouvir um - está tudo bem... - era aquele vazio no meio.

Ah esse espaço negro de tanta coisa nenhuma.
Era ser talvez mais do que o suficiente.

Não para si, afinal dera-se por satisfeito com tão pouco... mas era por não saber responder, não saber o que dizer quando lhe pedia para que a deixasse tentar, quando lhe pedia para a deixar entrar e mostrar que ele afinal... era tão mais do que o suficiente.

Temeroso avançava na dúvida de um caminho que lhe custou aos pés e ao desanimo de vencer.
Viu-a e parecia-lhe tão real... tão fresca no sorriso, no cabelo negro sobre os ombros, e ao toque...

Era real e verdadeira.

A porta abriu-se diante de si mas continuava com o teu habitual receio...
sentiu-a sobre si, puxando-o.

abraçou-a e beijou-a no rosto, depois no pescoço.

ela pediu-lhe para a deixar tentar e respondeu-lhe que sim.
ela era presente e permanente.
era um copo docemente cheio de um vinho quente e inebriante...
e após todas as mentiras que lhe rasgaram os quadros e folhas de tanta coisa que se perdeu demasiado tempo atrás, após criar todas aquelas mascaras em seu redor - como defesa para os outros, não para si

após muita coisa que desistira de compreender...

não queria saber o porquê que a mexia, que a trazia para si, apenas queria saber que sim.


era o suficiente.




Nota do Autor - todas as fotos foram poucas, agora há rolo mas não há como te roubar os momentos, anos que foram poucos, mas sem dúvida mais do que suficientes...
Pestana .

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Quente...

Apertou-lhe os braços contra a parede, empurrou-o com o seu corpo contra o dele.
sentiu-o arrepiar, a pele sensível ao toque frio das suas mãos.
deixo-o dar-lhe um beijo e fugiu, puxou-o e sentou-o diante de si.
queria controlar, queria dominar de algum modo devolver a força que a presença dele tinha em si... de algum modo respirar e prende-lo, conquistar e arrebatar.
sentou-se sobre ele na cadeira.
lentamente com o seu gesto sentiu as mão dele segurando-a pelo rabo, puxando-a, beijando-a entre a cortina do seu cabelo que separava a sua boca da dele...
sorriu...
triunfante.

abriu-lhe a camisa devagar, mais do que queria e menos do que o queria exasperar.
afastou-se e empurrou-o impedindo-o de a seguir
ela comandava, ela dava as ordens ali.

devagar, lenta e tortuosamente afastou-se
parou e moveu as ancas ao som da melodia suave que colocara pelo ar
sentia-o fixo na sua imagem e saboreou esse poder
baloiçou e girou sobre si.
retirou devagar a camisola e aproximou-se.
sentou-se sobre o colo e puxou-lhe as mãos para o peito
levantou-se brusca quando a tentou beijar

castigo e reafirmar de quem controlava a situação
acompanhou a música percorrendo o cabelo com os dedos, retirou destes a mão direita e desceu até aos jeans.
botão atrás de botão
roupa atrás de gesto atrás de gesto e menos roupa
aproximou-se
ajoelhou-se
sorriu.
- diz-me... o que queres que faça agora?...


fitou-a, olhou-a tenso.
era difícil respirar ou alinhavar duas frases com nexo... caramba , duas palavras! - tirando obviamente dizer Lisandro Lopes o que era um pouco estranho naquele instante
era esmagador a sua presença, o seu corpo, o sorriso, o cheiro quente mas doce, o toque sobre a sua pele...

aproximou-se dele, devagar... corpo com corpo para que ele provasse o seu calor, para que não se esquecesse que estava ali
encostou os lábios húmidos no ouvido dele e sussurrou-lhe em ternurenta malícia :

- diz-me... o que queres que eu faça...

- ah... faz-me Cerelac ???