quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Trocos para a portagem

Gasolina à rasquinha, não por falta de guito mas por esquecimento.
Um dia já cansado de fazer nenhum ao pé do mar.
Os vidros para baixo que o ar condicionado sai caro e ela fica tão bem com a juba ao vento.
Puxo da quarta para quinta, já temos a ponte ali mesmo à frente.
Ela reconhece a música e puxa pelo volume do rádio.
Ela coloca-me a mão na perna para me dizer presente, espeta-me um sorriso pelo canto do olho e eu peço-lhe trocos para a portagem.
Primeira, segunda e até à curva da tapadinha serão uns minutos.
"They sing "I'm in love. What's that song?
I'm in love with that song."
Canta-me com gosto, lembra-me que a banheira é pequena e ficaremos apertados os dois...
Um de cada vez é desperdiçar água e estragar o planeta.
Um de cada vez era antipático e ele tinha sido um querido em pagar os pregos e as cervejas ao pé da praia.
Acelero obviamente, pergunto-lhe se já quer pensar no jantar.
Responde-me que tem queijo e azeitonas.
Perfeito.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Reler...

...Algo que se escreveu uns tempos atrás e notar que se teve uma franca e positiva evolução é bom.

Eu cá pelo meu lado, derivado do meu método de trabalho, lembro-me sempre disto.


 


 E é tudo por hoje.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Jovem... Está-te a correr mal o dia?

Estás a ter um dia de merda e precisas de mimo?

Chove lá fora e só agora te ocorreu que tens a roupa a secar na varanda?

O teu Pai diz que gosta de ti mas fez-te sócio do Sporting quando ainda eras pukanino?

Seja qual for a tua maleita, aqui o André tem a solução.

Carrega aqui, deixa a tocar enquanto olhas fixamente para a imagem abaixo.


 


Caso não tenha funcionado (dúvido), nada temas.

Alternativa 1

Alternativa 2

Alternativa 3

Alternativa 4

Ainda de beicinho? 


 Suspense



Não é preciso agradecer, mas se me quiseres prendar com um fato insuflável daqueles...

Oh foda-se Jovem, não te acanhes.




segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Eu tenho um problema

Olá, o meu nome é André, tenho 32 anos e tenho um problema com livros.
Não compro um livro há seis horas e meia...

(Pausa para me baterem palmas e me darem os merecidos parabéns)

Fico por uns minutos só, ao pé de uma banca com livros velhos.
Livros a um euro...
Repito para mim mesmo - Sê forte André, sê forte pela tua Mãezinha...

Vagueio o olhar pela banca... Fico preso.

"Um homem de Glasgow" de William McIlvanney.




Eu já estive em Glasgow - penso, curioso, procuro saber sobre o que é.
Analiso o livro.
Folhas amareladas pelo tempo, o preço em escudos lá dentro - duzentos.
Edição de 1986.

Assinatura...

Assinatura! Queres ver que é do autor?
Eu tenho um euro, tenho até uma nota de cinco na carteira... Só um euro não doi, não machuca...
Pronto, se fosse um livro caro, é o mesmo que cheirar café, não conta como beber café!.

Agarro no livro e dirigo-me para a caixa, pelo canto do olho apanho um nome na capa de um livro: Klas Östergren.

Eu conheço... É demasiado familiar... E recordo-me de uma das minhas quatro recaidas de agosto, comprei o Gentlemen da autoria dele também numa banca de tentação como esta.
Cinco euros...

Eu tenho uma nota e uma moeda, posso gastar seis e ninguém precisa de saber.

Paguei e pus-me em fuga antes de ser reconhecido por alguém, em vergonha de ter cedido à tentação.

Mas isto não fica por aqui...

Sento-me à frente do computador, preciso de descobrir a assinatura de William McIlvanney, preciso de saber se é a mesma que tenho no meu livro ao pé da data: 03.87.


O que encontrei meus amigos?

Quando me passeei com a Miss por Glasgow, acabado de tomar o segundo pequeno almoço (Hobbit Style) num pub à frente da estação de comboios...




A caminho do Pub onde estava combinado arrancar para o jogo do Celtic...

Cruzei-me (cruzamos-nos, estava acompanhado) com isto:


 (Video que gravei enquanto a Miss nos comprava o Cd dos Clanadonia, os senhores da imagem acima e do video embaixo)

video

E o que encontro na página do autor a rematar um texto chamado - Scotland - Argentina, 1978 continued?


E eu...


 http://static.hypable.com/wp-content/uploads/2013/02/ohmygodohrealization.gif


Moral da história, a assinatura não era de William McIlvanney.



E eu tenho um problema grave com livros.

O meu nome é André, tenho 32 anos, estou há sete horas sem comprar um livro.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Para não esquecer...

... Pequenas coisas que me ocorrem sobre o livro que ando a escrever, pequenas frases ou falas que sinto serem exactamente o que procuro...

Tomo nota em papel, no telemóvel, na memória de quem estava ao meu lado na mesa do café, escrevo no pelo da cadela- é curto, com marcador grosso...

Recordar que se gosta é totalmente panisga.
Casar e ter o carinho e afecto de dizer à esposa que se está totalmente apardalado com a presença dela na cama quando se acorda e todos os meses, uma ou duas vezes por mês ela receber uma carta no correio com essa declaração de amor...

É totalmente homo, eu não faço disso que sou muito machão.

Uma das personagens da história faz, ele diz que nunca é o suficiente e nunca conseguirá dizer o quão gosta dela.

(Totalmente gay)

Acordo e sem estar à espera, sem perceber porquê que pensei naquilo, aparece-me perfeita o inicio de uma carta que ele lhe escreveu.

(ainda não escreveu porque ainda não escrevi no livro, mas vai escrever)

Há pouco lembrei-me de rever a frase que consiste nisto:

"... Numa noite que o mar nos apanhou e eu te achei... e eu trepei pelo teu peito. Foi tão pouco, foi tão perto, tão perfeito..."

(tão gay...)

Acontece que...

Tomei nota cheio de sono e o que tinha escrito era:

"...Numa noite que o mar nos apanhou e eu te achei... e eu trepei pelo teu PWITO. Foi tão pouco, foi tão perto, tão perfeito..."

Pensando nisso, assim ele já não era gay.


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Eu

Acabei de ter daquelas bonitas cenas em que se discute na estrada.
Pior, meu Pai saiu do carro, eu sai do carro, saimos para bater no gajo que nos ia provocando um acidente.
Há um momento que se repete quando andas à porrada com alguém e não é a primeira vez e não foi imediato.
Aproximaste-te primeiro para, não saltaram para cima de ti nem tu para cima dele, fica sempre bem umas dicas sobre a mãe da pessoa primeiro.

Há um momento em que te perguntas, porque não é teu instinto bater por bater, perguntas se vale a pena.

A conclusão é sempre - Ficas com uma mão cheia de nada.

Não, não falo das mazelas fisicas, falo de perderes o teu tempo e a irritação e a chatice e porquê?

É como disse, como a música do Rui Veloso e as palavras do Carlos Tê.

Uma mão cheia de nada.

Fomos embora os dois e não batemos no gajo.
Metemos o Jeff Buckley a tocar até a adrenalina adormecer e caramba, o gajo canta mesmo bem.

Enfim.



terça-feira, 8 de outubro de 2013

Está quase...

Aproxega-se a data pela qual todos vós tanto anseiam.
Sim, dia 10 é novamente o dia de comemorar o meu aniversário.
Surge a oportunidade de demonstrarem a vossa fé e fidelidade ao representante de Deus Senhor Lord Galactus em terras lusitanas...

Eu.



Eu percebo o vosso problema, faço anos dia 10 e o Lightning Bolt dos Pearl Jam só sai dia 15, fazem questão de me dar algo no dia.

Sugestão 1:



Pensando bem nisso, não sei se será boa ideia, faltam-me dois para ter o quarto assim.

Sugestão 2:
 


Não, não é bilhetes para o Thor que só estreia a 31 de Outubro, é ... pera, era uma piada demasiado gay, principalmente quando estou a ouvir a hold you in my arms do Ray Lamontagne ao mesmo tempo que escrevo isto.

(Olhem bem para aqueles ombros...)

Aceitam-se donações em Cerveja, Lego, Memorabilia do Lisandro/Lucho/Falcao/Paulinho Santos, Mia Kirshner ou já que andamos a sonhar alto...

Assim como quem não quer a coisa...

Uma passagem para Estocolmo para ajudar a minha "investigação literária" sobre a cidade.

E é tudo, tratem disso.

Cumprimentos.