quarta-feira, 28 de julho de 2010

Natacha...

Sento-me no sofá ao lado dela, dou-lhe um beijo rápido e fugidio no rosto.
Suspiro enquanto ela se aninha sobre o meu peito, beijo-lhe a nuca carinhoso.

- Estou estafada... a sério... hoje... Estou exausta!

- aah tás o quê? André... tens noção que estás a falar no feminino?

- oh pá, apetecia-me... apetecia-me estar aqui contigo a comer Häagen Dazs de chocolate a vermos a segunda temporada da clínica privada e...

- Hoje está a vir-te ao de cima o lado feminino?

- hoje? é regularmente as quintas no cabaret... sou conhecido pelo nome Natacha...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Its a hell of a long way home....

O copo vazio sobre a mesa, e tanto para andar até casa...

E não sinto a necessidade de camuflar, disfarçar qualquer impulso meu.

Está tudo bem, sem eu estar coisa nenhuma... aqui... agora...

Não é o vento que me despenteia e salpica de mar o rosto.

Não é o que não entendo e que sei merecer tanto mais do que aquilo que me rodeia.

Há que tentar outra vez mesmo quando não apetece.

Há que acreditar que sou bem mais do que o suficiente para tudo aquilo que é suposto eu ser.

... mas não tem graça ser sozinho.

Não tem graça nenhuma ser só.

Posso até saber que não faz mal, que não tenho a culpa que carrego.

Não preciso de me enganar e culpar de tudo o que não me fiz.

e ás vezes...

Muitas vezes não preciso de saber o porquê, é indiferente.... eu afinal, resto sempre aqui tão quieto e calado.

Não preciso de justificar o que naturalmente aceito.

Mesmo quando há qualquer coisa que me diz que é real, que é algo a acreditar que no fim do caminho...

A poeira assenta em meu redor e verei qualquer coisa acima de deslumbrante, triunfante...

Mas agora parece-me tão surreal, tão mirabolante como um se apenas a vontade criasse as coisas, e não a crua realidade de nada que em silêncio, ficou permanente aqui sentada, quieta e calada...

Cabeça no meu ombro encostada.

Uma certa ausência vincada num tempo que passa por mim até eu saber que será tarde de mais.

Já começa a ser tarde demais...

E fui o que sou afinal, nesse meu final...

Em Vão.





Nota - nada é o suficiente.

Nota 2 - amanhã raleio isto e vou-me querer auto infligir uma mangueirada para ganhar juízo e ver se isto não volta a acontecer...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Conversas com o meu Pai #2


Deglutinava a ultima fatia de Pizza sentado à mesa, abstraído do zapping que o meu pai fazia sentado no sofá, reparo numa mancha verde na tv pelo canto do olho

- hey, volta pa trás, deixa ver quem tava a jogar

- Era bola?

- Até podia ser um prado com vacas, volta pa trás...

- E se for um prado com vacas?

- Esperas um bocado para ver se atiram uma bola as vacas... Duh!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Gotan...

Ficou-me um travo amargo, a sensação que andou perto mas não foi perfeito quando num concerto se esquecem de tocar a minha música favorita.

Faltou-me a Criminal

Faltou-me um abraço milongueiro que afinal, é o que a música pede e o corpo desespera...

Desespera por sentir aquele flutuar...





E fico abismado, hipnotizado, enamorado e muito adjectivado com o poder da voz e imagem de Cristina Vilallonga...

Ouvi-la é como se ela nos encontrasse ali no meio da multidão e cantasse somente e apenas para nós...

Como se partilhássemos um segredo ou uma qualquer história de uma qualquer viagem a dois, partilhássemos confissões e confidencias...

... e dar-lhe a conhecer "O Lunático"







Peeera lá André, mas este texto todo foi uma desculpa para partilhares - como se alguém tivesse perguntado - mais uma alcunha do "Pirilampo Mágico"????


... foi eh eh eh

sexta-feira, 16 de julho de 2010

1.8 Segundos

Em tão pouco tempo, tão casual como ter olhado para esse teu lado... em ti ter aterrado, ter ficado e me desgraçado.

Arruinado para as outras mulheres...

Demorei uns meros 0.8 segundos a reconhecer o teu rosto- olhar, analisar, não olhar para o decote e ter a certeza que eras tu.

Fiquei somente um segundo, um misero segundo mais saboreando o sorriso que desenhaste para mim...

Foram apenas e somente 1.8 Segundos ao todo mas foram o suficiente...

Arruinei a minha carreira de saltimbanco emocional, um Deus nómada criado para aplacar as necessidades das mortais - mas belas - mulheres que... agora...

Agora nada terão.

Eu naufraguei-me nesse curto instante no arquear do teu sorriso, preso como adamastor, derrotado e rendido por uma imagem que apenas por segundos... apenas 1.8 segundos me venceu...
Imagem tal que este idiota se perdeu, sem aviso ou esboço de reacção, qualquer tentativa fugaz de resistência... e tu...

E tu sorrias para mim mulher...

(Que cabra!)

E eu agora que contabilizei o tempo, o tempo que levaste a dar cabo de mim, 1.8 segundos mais de um ano atrás, eu aqui tão preso nesse instante.

Amaldiçoo tudo e todos, eu tu e os teus primos, amaldiçoo o Sol, o Cyrano de Bergerac, amaldiçoo-te o decote e o que quer que tinhas a prender-te o cabelo - que te exponha mais o rosto, que me aliciava com o teu pescoço...

O teu ombro despido para mim...

Butterfly...





Nota- Odeio-te Joana que me obrigas a isto... espero que ao menos me tenhas trazido caramelos!!

Foi neste malfadado instante que nasceu o conceito "Butterfly"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Mas o quê que tu...

Piscou o olho à "sogra" que lhe abriu a porta, cumprimentaram-se em silêncio e fechou a porta devagar sem fazer barulho ficando com a casa para si e para a bela adormecida a ressonar no quarto...

Faziam quase duas semanas que tivera a ideia e congeminara o plano de o surpreender e acordar de um modo... especial.

Deslizou o casaco dos braços para o chão, abriu a camisa.

Parou a meio do corredor e puxou do corpo o cinto, mordeu o lábio e sorriu... ele ia adorar, só podia adorar!!!

Abriu as jeans e tirou-as, verificou se a lingerie estava no sítio, respirou e avançou.

Era a melhor namorada de sempre! e se o anormal não lhe reconhecia isso e passava a ficar caladinho quando lhe pedia para ficaram umas horas no sofá sem dizer de 15 em 15 minutos- ISTO É GAY!!! - ou ficar no mínimo quieto sem tentar tirar-lhe a roupa ou mudar para a Eurosport para ver duas russas a jogarem ténis, ou a final do Campeonato do Mundo de 78 pela sétima vez...

( Se o gajo sabe que ganhou a Argentina 3-1 qual é o interesse de ver o jogo??, e estar com a namorada 15 minutos a dar mimos no sofá é gay, mas passar 120 minutos - o jogo foi para prolongamento - a dizer que o Kempes é um Deus já não é gay... é d'homem...)

Girou o puxador devagar, inspirou fundo e susteve a respiração antes de abrir a porta e entrar no quarto.

Estava perfeito, a luz difusa pela janela do quarto num tom cinza pálido a puxar para o azul, o silêncio tranquilo do quarto ainda a dormir... ele deitadinho e quieto com aqueles olhinhos de patife fechados... quase... quase a passar o disfarce que era um gajo fofo e carinhoso. Quieto e imóvel sem oferecer resistência... nham... nham... nham...

Suspirou...

Ficou-se pelo inspirar - OH MEU DEUS QUE CHEIRO!!!!!

Correu para a janela, abrindo-a...

- haan? ah? o quê? Michael Bublé... o que foi? hey! olá! o que tás a fazer aqui?

- QUE NOJO! já viste bem o cheiro do teu quarto???

- eh eh, já... achas que é por acaso? bom dia! isto é quarto de gajo pá! tavas à espera do quê? havias de cheirar o quarto do meu irmão com os hamsters e o aquário....

Espreguiçou-se

- Quarto de gajo? isto é uma lixeira! que fedor! e olha bem para este quarto?!?!? isto é... um caos...

- Hey! pera lá... calma, bom dia primeiro... anda cá...

- Bom dia?? bom dia... é isso... bom dia, eu tento fazer-te uma surpr... não... na na na NÃO! diz-me que esse papel higiénico amarfanhado no chão não é o que estou a pensar...

- Qual papel?

- No chão, ao pé de uma meia e das chaves de casa e ... do LIVRO QUE TE DEI NO NATAL!!!

- Ah isso, tive que me assoar, eh pa, tu tavas a pensar que era o quê?

- Tu sabes... - gesticulou

- Ahahaha lindo,olha lá... onde é que estão as tuas calças?? e como é que tu entraste aqui em casa?

- A tua mãe abriu-me a porta... aquilo é uma sandes? NO CHÃO!!

- Meia sandes... guardei metade para depois...

Gesticulou negativamente, estrebuchou da situação e lançou as mãos aos botões.
Fechou o primeiro, fechou o segundo e sentiu-o segurar-lhe o gesto pelos pulsos.

- Hey... cherrrrie... calma... fala comigo...

Puxou-a pelas ancas e avançou determinado para a boca da namorada

- EEEWWWW nojo! não! vai lavar os dentes!! acabaste de acordar e queres dar-me um beijo!?!?! cheiras mal... o teu quarto cheira mal... pareces o Pepe Le Pew!



Arrependeu-se imediatamente de lhe ter dado a ideia. Sentiu micro segundos depois de pronunciar o nome os pés fugirem do chão, o corpo inclinar-se para trás enquanto com as mãos lhe puxava do rosto o cabelo num gesto exagerado e a dar para o retardado.

- oh mon amour... mon love...

- Não, pára... tá quieto, PÁRA NOJO! não... merda...

Assim que sentiu a língua dele na boca prendou-o com uma joelhada.
Aguardou que lhe voltasse a cor ao rosto, que rastejasse do chão para a cama em dor.

- Tu é que me obrigaste... tu é que fizeste isso a ti mesmo

- Pókeralho...

- Tás-me a mandar para o car....

- Não... é um pokémon novo que inventaram... só para ti!... tu não tens noção do quanto isto doí... e a culpa é minha?? tu apareces aqui assim vest... assim despida e eu... mas o quê que tu tás aqui a fazer afinal???

Avançou e ajoelhou-se diante do namorado sentado ainda em doloroso desconforto. Sorriu e deslizou a língua pelo lábio superior - sabes... apetecia-me acordar-te de uma maneira... diferente, especial...- desceu o olhar para onde lhe doía.

- Ah... - engoliu em seco atordoado com o plano, - bem... se quise...

- Já não te está a doer???

Fitou-a de baixo para cima, mordiscou o lábio e ameaçou- a que roçava a barba por fazer assim de lado no rosto dela, devagar como ela gostava e a punha quente.
Gesticulou e argumentou que era imperativo ela concretizar o plano a que inicialmente se propusera, que se não fosse por ele que o fizesse pelos golfinhos!! pelas crianças!! pela extinção do mosquito equatorial... implorou, esperneou até se render à evidência de que sem lavar os dentes...

No funkytime.

Parou ao chegar à porta do quarto e olhou para a namorada, sentada na beira da cama, pernas nuas cruzadas, aquela camisa branca um botão por abrir... como se o peito dela implorasse por liberdade nas suas mãos... que a possui-se nos braços, rasgasse a camisa expondo à sua mercê as titãs e...

Lhe arrancasse o soutien com os dentes e o abanasse como se fosse um labrador agarrado a um chinelo...
Selvagem...
Feroz...

Atirou-lhe uns piedosos olhinhos de bambi perdido na floresta, ela devolveu-lhe um "despacha-te porra!"

Suspirou, encaminhou-se para a casa de banho e ... prendeu os pés nas calças que não vira pelo chão, bateu com a testa na quina da ombreira da porta, em ricochete caiu para o lado oposto, bateu com o cotovelo na parede, enrolou-se e caiu num épico mas ridículo malho aterrando de cu intencionalmente, protegendo zonas do corpo mais sensíveis - material especializado de alta precisão, também conhecido como "o Devasta" ou "O longo dragão que vem de leste"...

"O pequeno pigmeu gigante..." era uma alcunha gira porque queria dizer que era tamanho normal... mas tento em conta as capacidades femininas de raciocínio... acabavam por não perceber a piada, afinal todos sabemos que as mulher...

(neste momento o Autor do texto lembrou-se que a maioria dos seguidores deste blog são do género feminino e achou melhor ficar por aqui)

Adiante...

Emaranhado nas calças, debateu-se para as desembaraçar. Ouviu-a do quarto perguntar-lhe se estava tudo bem, respondeu-lhe que sim, que se estava a despachar e estava tudo Ninja.
Passou a mão pelo cabelo, levantou as calças e visualizou-as vestidas, moldadas pelo delicioso recheio, aquela carne quente a transpirar ali dentro, o calor do corpo dela a roçar no tecido...

a suar...

Amarfanhou as calças...

Levou-as ao nariz...

Inspirou-as, saboreou-as e voltou a inspirar com mais força...

- MAS O QUÊ QUE TU ESTÁS A FAZER COM AS MINHAS CALÇAS???????

Assustou-se, atrapalhou-se e saltou do chão.

- ah... nada nada... tou a ir...

- O quê que tu estavas a fazer com as minhas calças????

Devolveu-lhe um sorriso comprometido e fugiu a responder gesticulando que estava a efectuar a operação delineada.

Esfregou depressa mas com afinco, esfregou abaixo e acima e desligou a água, virou-se para a porta, abriu mas hesitou sair ao acorrer-lhe o pensamento - será que era simpático já que ela disse que planeava fazer aquilo... passar a área de intervenção por água? será que ela levava a mal? será que ia achar que era uma imposição da parte dele ou... ou então ia achar tão atencioso da parte dele que o deitava, sentava-se ao colo dele desnudada e...

...e levava-o a dar um passeio....

... fazia-lhe o exorcista com a cabeça a andar à roda...

...deslocava-lhe o fémur com a força das ancas...

Abriu a água do lavatório, aguardou que esta aquecesse, elevou-se nas pontas dos pés e ajeitou-se de modo a materializar o objectivo proposto...
que era surpreendentemente...

agradável...

Quente...

E aquelas ancas dela que ia reclamar em tão pouco tempo... aquele peito que ia beijar tão em breve... e o Dragão que se eleva gracioso com tal imagem... ansioso e...




- MAS O QUÊ QUE TU TÁS A FAZER NO LAVATÓRIO?????????

domingo, 11 de julho de 2010

Badagaio


"In china there was once a man who liked pictures of dragons, and his clothing and furnishing were all designed accordingly. His deep affection for dragons was brought to the attention of the dragon god, and one day a real dragon appeared before his window. It is said that he died of fright"

Segundo o moral da história... quando me prendarem com a Mia no dia 10 de Outubro da-me o badagaio...

Posso chorar, ficar emocionado de felicidade...
Posso gaguejar um pouco da euforia do momento quando a desembrulhar - a pensar no que estará lá dentro, se é a Mia ou um Castelo da Lego - que também mereço e quero pelos anos.

Mas antes de desmaiar como uma menina vou-me atirar à perna da Mia e afinfar-lhe as calças todas com a virilha...

deixo-a toda manchada...



E consegui com isto javardar um dos meus livros favoritos... boa André!

E pronto...




E pronto, acabou o mundial, onde a espanha muito muuuuito aconchegada, literalmente empurrada, se sagra ( injusta! ) campeã do mundo.

Mas no fim...

A Holanda ganha por goleada


( agora façam todas um circulo à volta do André e... ABRAÇO DE GRUPO!)



Nota - Villa não é expulso por agredir um chileno no ultimo jogo da fase de grupos, no jogo a seguir onde devia estar suspenso marca um golo em fora de jogo...
No jogo a seguir contra o Paraguai - que entrou em campo com 10 porque o Óscar nem para apanha bolas - anulam um golo limpo ao Paraguai quando estava 0-0, na final... na final foi badalhoco demais... até parecia o benfica

... e deixei oficialmente de gostar do iniesta.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Revolta na Bounty




Eu! eu sou o chefão, eu sou o mestre, comandante supremo, reverendo amado líder da Arquireal!

Eu fiz a empresa, escolhi o espaço, o nome e até desenhei o logo!

Organizei a estrutura e contratei o pessoal.

Eu passo aquele cheque simpático no final do mês e trago um gelado a todos os funcionários - descontado sem aviso no subsidio de férias hahaha - quase todos os acalorados dias.

Dei-me ao trabalho de vos escolher uma cor catita para os estores...
Colocar um cacto chamado Paco com cara de mauzão para dar aquela cor ao atelier...
Colocar no painel da firma a eleição do funcionário da semana para dar aquela motivação extra...
... e nomear para o prémio a Joss Stone três semanas consecutivas...

Determino sexta feira como dia dos caracóis que generoso, concedo que me paguem.

Compro uma aparelhagem sem colunas para haver música no atelier - mas andré.. sem colunas? uso uns fones mesmo... mas generoso, canto o que estou a ouvir... músicas, anúncios... até partilho como está o transito...

Mui generoso eu sei...

mas...

(não condeno esta paaaaixão... esta magoa das palavras...)

...

mas...

Estes gajos - funcionários da Arquireal - recusam-se a colaborar...

Recusam-se a referirem-se a mim como - The boss, Mestre ou Monsenhor Sousa

Recusam-se a cantar o Hino da Arquireal sempre que eu entro no atelier porque não gostam da letra - Oh meu porto onde a eterna mocidade.... diz à gente o que é ser nobre e leal... PORTO PORTO PORTO PORTO... PORTO PORT...

Adiante...

Recusam-se a responder quando lhes chamo de minions- que é o que eles são

Recusam-se a chamar ao meu pc Vanessa

Recusam-se a trazer-me cerveja

Recusam-se a fazer-me massagens nos pés que eu preciso e mereço

Têm a lata, o desplante e a audácia de me dizerem- não ponhas as pernas em cima da mesa que dá mau aspecto com os clientes...

Mas a gota de água, o que me deixou piurso (piurço?), revoltado em fúria como a ex quando me mostrou os sapatos italianos comprados em milão e três segundos depois eu...

Estreei os sapatos...

O que me deixou irado. alterado, e em convulsão...

O que me deixou ofendido, desconcertado, a mim o venerado e grande artista foi o despudor...

O descabimento...

A audácia de me dizerem - Não jogues à bola no atelier!!!!!





Vocês têm é todos inveja da minha mini-jabulani...


Nota - Revolta na Bounty (Mutiny on the Bounty) é um livro da autoria de Charles Nordhoff e James Norman Hall de 1932, mais tarde adaptado em filme - mais do que uma vez- mas destaco obviamente a versão de 1962 onde surge o grande Marlon Brando - que com uma jabulani e uns Ray-Ban... Igual!

domingo, 4 de julho de 2010

O que andas a fazer?

E vejo-a ali tão quieta na varanda.

Aproximo-me e pergunto-lhe - o que andas a fazer?

Ela responde-me que estava ali, apenas ali.

Fico em silêncio, ficamos ambos.

Apetece-me dar-lhe um abraço, apetece-me dizer-lhe que me sabe tão bem o vento fresco de final de dia que me refresca o rosto e que lhe despenteia os cabelos brancos ali na sua companhia.

Pergunto-lhe o que lhe apetece comer, ela pergunta-me se já arrumei o quarto.
Conversarmos sobre água nas plantas, sobre aquele jardim ali à sua direita.

Faço-a rir, ela pede-me pizza que está a ficar com fome.
Chamo-lhe pirata que a apanhei a saquear queijo da serra na cozinha.

Acachapo-lhe o cabelo fino, velho e esvoaçante, com carinho numa festa disfarçada de quem não faz dessas coisas a ninguém.

... mas não resistiu.

Vamos para dentro que se faz tarde, e ela parte sorrindo traquina, deixando-me no meio dos vasos da varanda, feliz e só.

De a ter tido ali sossegadita por um instante, cúmplice naqueles momentos em que parece que o tempo nos parou, que nos vincam, nos definem e dissipam quem para nós é importante.

E vejo-a partir pelo quarto.
E sinto a sua falta imediatamente.
E ela pára o seu caminho, ela ri-se tentando não sorrir.

- Olha André, já que estás ai... podias-me ir regar as plantas...


- Para a minha Avó -

sábado, 3 de julho de 2010

Genial... mas amador



Se por um lado está genial e põe a namorada na linha - a palmada deixou-me em lágrimas...
foi tão bonito...

Por outro lado... ela no fim ficou com o pau na mão...

(erro de amador!)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Agarras-me pelos olhos



E agarras-me pelos olhos, tu do outro lado da multidão.

Mais valia ter cegado, que ter ficado grudado assim meio atordoado... totalmente abananado, formigueiro nas pernas, queixo meu até ao chão.
Bastonetes e córnea devassados com esse teu bambolear com que te passeias, que me faz suar nas meias, que trepo visualmente pelas ameias do teu decote ali tão a chamar por mim...

E fixas-me e sorris, e eu sei que queres que te possua ali no chão, mesmo sujo e patinhado... com pessoas a ver - eu gosto de ver... - e eu quero-te possuir ali no espaço, com talento e jeito, com empenho e estilo desengonçado, de quem improvisa e vai a tacto, às apalpadelas até te por a ... hiperventilar, a soluçar... a rir compulsiva de confusão - mas quem é este gajo agarrado à minha perna - e prazer...

E eu tenho que ir até ai, tenho que avançar determinado, convicto e assoado, cabelo domesticado, aquela barba que te vai arranhar o pescoço umas horinhas até encontrar outras partes - preferencialmente erógenas - para as mexer remexer e ...

Concentro-me nos teus olhos, tu coras no rosto, procuras-me até estar tudo alinhado e organizado por cores em degradê e eu não ter como te fugir, eu avanço e encurtas com o teu passo, tu que sorris e avanças aqui para o bonitão.

Ah que eu tenho-me nos teus olhos toda a noite, eu vou por ti para ti até me devolveres as chaves das algemas... para eu as perder assim meio por acidente no meio da confusão e termos que ficar aprisionados umas horinhas mais até alguém as encontrar...

E perdermos-las outra vez...

Mas tu fazes de propósito, tu invades o meu espaço, o intimo e o paranormal.

E eu vou-te fazer como tu gostas, na boca e nas costas, das orelhas e àquela zona ali entre o queixo e o sovaco que a tua alça tombada destapou.
Desvio-te o cabelo do rosto e tu puxas-me pelo cinto, eu beijo-te no rosto, tu mordes-me o pescoço, quero-te ver a gatinhar... assim devagar pelo chão até subires pelas minhas pernas, sentadinho bem comportado, mas a precisar de castigar...

É que eu portei-me tão mal...

Mas tu que me olhas deliciada, me arrancas das mãos umas palmadas, umas lambidelas aventuradas... lascivas e bem molhadas, pouco ou nada apressadas... bastante demoradas até te por a implorar...

E eu ainda mal te toquei!

E agarras-me pelos olhos, ali sozinhos já sem a multidão, apenas eu e tu...

Descubro que me gostas, que te beije e te abrace contigo de costas, puxas-me forte despenteando, as tuas ancas assim rodando... encaixadas... encaixando-me... Tu muito ergonómica, eu mui agradecido pelo privilégio de tão agradável momento de convívio...

Muito agradável, muito mesmo.

E olhas-me depravada- tu tem calma mulher! - que tens muita coisa na lista para me dar de presente, dar-me as tuas unhas dolorosamente até eu gemer-te por perdão...

Rodo-te para um outro conceito de posição, sorris como quem diz que apreciou atenção e a ideia, criatividade mulher, criatividade e empenho!.
No teu caso torção de corpo que fixa e atenta aos meus olhos te mantens, tua vitima teus reféns, olhos meus que te contemplam, costas... corpo, tanto cabelo para arrepanhar e puxar... mexer... reclamar e nariz a fundo...

me perder.




Nota- isto começou a altas e impróprias horas com a frase - "Lookin' in your eyes while you on the other side", a imagem de um ombro destapado cuja dona dançava a chamar por mim.

A frase é da Música Love in this club - The Baseballs

O ombro... bem, ela é Loira... o resto...

Um cavalheiro não comenta essas coisas!

(por isso mesmo é que acabei de escrever um texto enorme sobre o assunto...)

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Conversas com o meu pai #1


Eu -...mas é emocional... ela até pode ser um 8 como gaja, o conjunto todo - sapatos e mala a condizer, mas para mim... é como se fosse emocionalmente um 6

Pai - Meu, viras a gaja ao contrário e passa a ser um 9!