terça-feira, 19 de maio de 2015

Mad Max Fury Road



De George Miller, com Tom Hardy, Charlize Theron e Nicholas Holt.


Tenho ideia que é depois de 3 horas, se não passar o efeito, que recomendam falar com um médico...

Já se passaram mais de 24h e ainda não passou.
Se calhar devia falar com um médico...

Ou dar-lhe nome...

"The Doof Warrior".



Fuck yeah.






terça-feira, 28 de abril de 2015

O André hoje ensina...

... Como ser invencível, seja qual for o jogo de cartas que estiverem a jogar, em dez simples passos!!!!.


1 - Decorem o refrão desta música e apenas o refrão.

 

2 - Repitam sozinhos até ela não vos fazer efeito - criando imunidade.

3 - Pratiquem cantar em voz alta ao som de uma outra música - Sugiro a King of Anything, da Sarah (melhor voz feminina da sua geração) Bareilles.

4 - Quando o sotaque de velho cowboy sentado no alpendre estiver no ponto, experimentem no cão até este começar a uivar.

5 - Sentem-se numa mesa, com amigos, com cartas e um jogo para jogar.

6 - Desenhem no rosto um sorriso melancólico, atirem uma piada para descontrair, insinuando que o Miguel é uma esponja com as cartas de Paus... Porque adora ter paus na mão... Porque é mariconço... Não interessa qual é a piada, é um embuste, uma armadilha.

7 - Na primeira oportunidade, seja ela o fim da primeira ronda ou o primeiro silêncio, murmurem desinteressados o que andaram a practicar.

8 - Repitam um par de minutos depois, preferencialmente enquanto alinham a sequência de copas - Porque o rabeta do Miguel continua a agarrar-se a todos os paus que lhe aparecem à frente.

9 - Repitam pela décima vez, com força, alimentando o entusiasmo do ódio e irritação que criaram a vossa volta na mesa, neste ponto, as ameaças de violência atingiram o zenite.

10 -Mantenham as costas contra a porta da casa de banho, uma das mãos sobre o corte - para não se esvaírem em sangue antes da ajuda chegar - usem a outra para segurar o telemóvel, o número é 112, e a fúria da Mariana é o vosso sucesso.

(Os dez passos não contemplavam a possibilidade da Filipa sacrificar uma garrafa de burbon na vossa cabeça, mas sinceramente aqui entre nós, vocês estavam a pedir)


terça-feira, 24 de março de 2015

Do Instragram

Talvez seja o aperto de entrar na meia idade, ando comovido com as crianças dos outros - porque não tenho minhas, calma.

(meia idade aos trinta e três)

No instagram, uma moça simpática que sigo - não precisam de insinuar que o faço por ser uma Sueca formosa e prendada, está inerente-, teve uma criança, um rapaz.

Ela quase diariamente coloca fotos deliciosas com o petiz, uma ternura.
A criança já deve ter uns quatro meses.
Em todas as fotos - quase diarias -, o puto não tem uma em que não esteja com cara de hangover, de quem exagerou na tequila, too much cocaine e...


E...

Pera lá, ela não tem fotos do paizinho no instagram...


 











segunda-feira, 23 de março de 2015

Cenas.

Por um lado, sabe bem entrar no café e perguntarem-me se quero o costume. Porque me conhecem, porque me sabem o nome.
Pelo outro lado... Parece mal refilar quando o croassant vem com 7 camadas de queijo e demoramos meia hora a roer o bicho.
Uma pessoa não vai reclamar do tratamento vip.




" A ouvir isto, não pude deixar de pensar em ti".
O que fazer com este comentário não identificado que me colocaram aqui no blog?, se não sei a quem a música reacendeu a memória aqui do pantufinha....
Se for a prof da primária é um pouco para o creepy...
Se for o João pedro pais eu prefiro os Delfins.
Mas pensando nisso um pouco....
Se for a moça do Café está explicado o queijo...











quinta-feira, 12 de março de 2015

Terry Pratchett



"Since he knew himself to be totally lost already, any direction was probably an improvement."


Faleceu hoje, aos 66 anos.

Em parceria com Neil Gaiman, escreveu o meu livro preferido - The Good Omen.

Quis o acaso, na coincidência das coisas, ser dele o livro que estou a ler - The light fantastic, da série Discworld -, que tenho devorado deliciado, rindo-me à parva sozinho no metro ou no café.

( Sacando do telemóvel de seguida para tirar uma foto daquela frase hilariante que não me posso esquecer de rever depois).



A Terry Pratchett, que o usava, tiro-lhe o meu chapéu, que não uso.

Faço votos que a morte ( que o veio buscar pessoalmente e não um demónio de segunda categoria a tentar fazer carreira e nome) tenha tido a cortesia de lhe guardar uns aperitivos da festa...



"Dont think of it like I as dying, said death. Just think of it as leaving early to avoid the rush..."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Duas Semanas

Terminou de ler o artigo, sorriu.
Olhou para o telemóvel sobre a secretária, era uma desculpa que ia aproveitar.
Aguardou sentado diante da sua secretária, no seu escritório em Lisboa
Segundos depois, ela atendeu em Estocolmo.
- Hej...  Está tudo...
-"Que obsessão..."
Interrompeu-o.
- Obsessão?.
- "Já me ouviste a voz hoje de manhã... "
Ele processou os momentos por ela recordados.
- Mas... Foste tu a ligar... Eu só...
Ela sorriu, tinha-o atrapalhado, como sempre.
- "Porque me ligas?, se não desesperas pela minha voz, se me renegas.."
- Eu não disse que... Eu não...
Esfregou a testa, suspirou.
- Estive a ler um artigo... Pensei... Ia fazer uma piada...
- "As desculpas que inventas para eu te dar atenção... Patético."
- Ah...
Tinha a piada perdida, desconjuntada. Tinha o chão molhado e os pés a escorregar para um espalho iminente.
Do outro lado da chamada, ela ria-se, fazendo-se ouvir, vitoriosa.
- "Era sobre o quê o artigo que leste?".
Perguntou.
- Sobre o facto da Suécia... Sobre o teu País ser o líder europeu em doenças sexualmente transmissíveis...
- "E ficaste preocupado?".
- Preocupado?.
- "Sim... Antes de te ires embora... No meu carro, quando eu te reclamei como meu, já cheia de saudades"...
- O quê que... Nós...
- "Aconteceu, desprotegido... Não foi uma estreia".
Lembrou-se do impulso, também já com saudades no dia de chegada, em casa dos pais dela.
Lembrou-se que tinha sido mais a regra que a excepção na semana em que a visitou na capital do reino.
Com a avalanche de recordações, perdeu o pio e esqueceu-se de como usar palavras.
- "Ficaste preocupado?".
Ela Perguntou.
- Ah... É suposto ficar?.
- "Bom... Eu vou ser sincera..."
Maliciosa, hesitou.
Ele entrou em panico, sem cor no rosto.
- "Claro que não!".
Riu-se dele, da cara dele que não conseguia ver, mas imaginava, deliciada.
- "Estás ai?, fala comigo homem!".
- És tão...
- "Tão?".
- Tão cruel... Eu pensei que...
- "Pensaste errado, tenho que desligar, tenho o chefe a chamar por mim... Não te preocupes com isso,  pensa é que tenho a menstruação atrasada duas semanas... Beijo"...
Desligou.




segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Maniac

Os olhos abriram, voluntários, já sem sono.
Acordo, espreguiço, suspiro.
Acabei de sonhar que comia uma tigela cheia de cacau à colher, acordei enjoado da overdose.
Os olhos mais do que abrem, esbugalham assustados, o sono não me limpou a cabeça.
A música ainda está a tocar, ainda a repetir frenética no arejado espaço entre as minhas orelhas, desde que a apanhei na rádio, dois dias antes, no sábado de manhã.
Apresso o duche, empurro gargalo abaixo o pequeno almoço, sem vontade, embuchado de tanto cacau.
Regresso ao quarto, sento-me na cama com as meias enroladas em bola, como sempre na gaveta respectiva as guardei.
Calço a meia esquerda- foi a que calhou, não é um ritual começar pelo pé canhoto.
O tecido sobe pelo tornozelo, aconchegando-se, perfeito. Promessa de um dia bom. Melhor meia que alguma vez calcei.
Calço a direita, não sobe, não é par.
A música recomeça na minha cabeça.
Sentado na cama, desconforto do enjoo do cacau que abusei.
De nada me adianta vasculhar pelo par da meia, desenrolar todas as meias emparelhadas na gaveta numa busca, cujas probabilidades me deixam certo de ser em vão.
Desenrolo outro par da bola, coincidem, vão remediar não saciando a promessa em que por um pé sonhei...
Calço um téni, depois o outro, a porta abre para eu sair.

O elevador desce, a porta da rua bate atrás de mim.
Entro no escritório, suspiro, ainda enjoado, ainda com a música a repetir.
O telemóvel ficou em casa, as chaves da mesma, ficaram a fazer-lhe companhia.

Arregaço a manga, espreito a medo.
Ainda não são dez horas.

Ajeito os fones, rendo-me.
Deixo acontecer.