segunda-feira, 13 de maio de 2013

Doente

Tossiu e abriu a porta.

- O quê que... coff... oh deus... estás aqui a fazer?

Ela sorriu, levantou o saco castanho de papel e entrou.

- Trouxe-te bolos! bolos e remédios...  estás assim há dias e sendo retardado como és... aposto que não estás a tomar nada para isso.

- Achas? era bueda...

- "Bueda gay tomar remédios, macho não toma remédios é gay, bueda gay.."

- Eu não falo assim... oh foda-se, eu tou a falar assim... anda, anda para a sala... que bolos é que me trouxeste???

Já vou, sortido húngaro, coelhinhos de sortido húngaro, deixa-me poisar a mala e o casaco no teu... o que é aquilo ao lado da tua cama? O quê que aconteceu para...

- Aquilo o quê? o papel higiénico?

- Sim... oh... NOJO!

- Nojo? não... pera, não... NÃO! não é isso, já não tenho quatorze anos! não é disso, é ranho e gosma... a sério!! não te vás embora...olha vês? é amarelo aqui dentro... quer dizer... esverdeado, o amarelo deve ser pelas pastilh... volta aqui... eh pá, ao menos deixa-me os coelhinhos! coff coff...

COFF COFF COFF coff coff cofoda-secaralhoporra coff coff...

Coff...

...porra eu tou doente!

Um comentário:

Never Told Words disse...

Doente e sem hungaros.. ninguém merece! As melhoras **