sexta-feira, 16 de abril de 2010

Morcona...


Quero ir à tua terra...

Chegar ensonado e dorido do comboio com um ar de patego na cidade grande da província do norte.
Engalanado com um toque de quem vem da capital do Império, na minha ginga retardada que te põe quente quando bebes demasiada cerveja...

Quero ir à tua terra Morcona...

Dizer-te piadas porcas com o sufixo da palavra...

Passearmos juntos pela ribeira, desafiar-te para nadarmos de roupa interior no rio...
Aproximares-te de mim e segredares-me - mas eu não tenho roupa interior...

E assim me engasgares...

E assim eu pensar no teu sufixo...

(assim destapado coitado, assim se constipa...)

No teu sufixo na minha cara...

Pensar nele até perder o norte e perder(me) na tua carne o fio à meada, a noção das coisas.

Desorientar-me na tua confusão, no teu turbilhão, avalanche carnal em meu redor... tu nua sobre mim

Quero ir à tua terra...

E possuir-te nas Lajes do teu chão, quero estragar-te a cintura das tuas calças na avidez das minhas mãos.

Quero contigo aprender como me desces e sobes e giras e paras e tiras de mim, da minha boca os desejos mais depravados, mais ansiados, rendido entre as tuas coxas, embeiçado na tua mão...

Quero ir à tua terra Mulher...

Voltar meio entortado, assim meio desgrenhado, como quem foi atropelado... sem as meias a condizer.

Voltar bem almoçado, saciado... ainda meio aparvalhado, de quem lambeu a tua boca, de quem provou e se perdeu no teu umbigo.


(nota do autor- não percebi bem o que aconteceu aqui...)

Um comentário:

Joana disse...

Não te perguntes sobre o que aconteceu. Aceita que correu bem. ...mesmo muito bem!
Gostei do ritmo.