quinta-feira, 12 de abril de 2012

Amestrado

Já vai alta a noite, à volta das 04h e o André acorda sentindo aquela urgência de aliviar a bexiga que nos leva a sair do quente da cama porque tem mesmo meeessmo que ser.
Sou gentil, deslizo para fora dos lençóis sem acordar ou destapar a Miss.
Vou aos trambolhões pela casa dela até à casa de banho.
Cambaleio de pé... oh deuses o alivio... como se levitasse sobre a terra, sobre os homens meus irmãos...

Volto aos trambolhões para o quarto dela, deslizo para dentro da cama e lembro-me que não baixei o tampo segundos depois de me deitar.
Repito a manobra com cuidado e volto à casa de banho.
Baixo o tampo.

Volto para a cama, deito-me.
Sinto a mão dela tactear-me o peito, a cara... parando sobre o meu cabelo, ela afaga-me o cabelo e diz - Lindo menino...

Depois admiro-me de me terem confiscado a licença de heterossexual...